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29.11.2017 - 08:39

Servidores enfrentam truculência e covardia dos Poderes Legislativo e Executivo contra a reforma da previdência

Uma batalha em defesa dos direitos. Assim pode ser definida a luta dos servidores públicos estaduais na manhã desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de MS
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Uma batalha em defesa dos direitos. Assim pode ser definida a luta dos servidores públicos estaduais na manhã desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de MS. Desde as primeiras horas do dia, professores, administrativos da educação, servidores da saúde, segurança pública, autarquias e fundações se juntavam em frente ao prédio do Poder Legislativo a fim de protestar contra a Reforma da Previdência Estadual que seria votada na Casa de Leis.

Num claro sinal de desprezo à democracia e o livre direito de manifestação, o Governo do Estado e Assembleia sitiaram a sede Legislativa, impedindo que os servidores entrassem para acompanhar a votação. Foram horas de negociação, até que presidentes de sindicatos foram liberados para se juntar aos trabalhadores que dormiram dentro da Assembleia para garantir seu direito de acompanhar a sessão.


“O que está acontecendo aqui, hoje, é um absurdo! Impedir que os servidores exerçam o direito de defender a previdência é inaceitável em um país democrático. Esse governo do Estado além de não dialogar com os servidores, ainda está atentando contra o nosso patrimônio. O dinheiro da previdência é do servidor. Essa reforma é um saque ao nosso patrimônio. Tudo está errado. Começou errado e está terminando ainda mais errado”, protestou o presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre.

O clima de guerra provocou indignação nos trabalhadores. “Nós estamos cercados pela polícia, pela tropa de choque, tem cavalaria aqui, quem entrou na Assembleia foi revistado. Esse é o modo como o governo do Estado e os representantes do povo sul-mato-grossense tratam os trabalhadores de MS. Mas isso não vai nos derrubar. Nós somos de luta e temos memória. Quem hoje vota contra os trabalhadores não será esquecido por nós. E ano que vem tem eleição”, afirmou a vice-presidente da ACP, Zélia Aguiar.


Momentos antes de iniciar a sessão e diante da impossibilidade de acompanhar a votação que mudaria o destino de suas carreiras, os servidores que estavam do lado de fora romperam as barreiras, enfrentaram a truculência policial que avançou sobre os manifestantes com gás de pimenta, cavalos, cachorros e cassetetes, e invadiram a Assembleia Legislativa.

“Essa Casa é do povo! A previdência é nossa. Não podem nos impedir de defender nossos direitos”, conclamou o secretário de formação sindical da ACP, Gilvano Bronzoni.

Sob gritos de protesto de milhares de servidores estaduais, diante do apelo da comissão do Fórum dos Servidores de MS que, munida de números e avaliações do Conprev MS e outras fontes, reivindicava o arquivamento do Projeto e a abertura do diálogo com as categorias, ainda assim os deputados Estaduais aprovaram, por 13 votos a 7, a Reforma da Previdência.

A professora Margarida resumiu o sentimento de todos, após a votação. “Isso é uma vergonha! Essas pessoas não representam o povo deste Estado. Eu estou indignada, revoltada, sentindo-me lesada por esse governo, com o apoio desses deputados. Essas pessoas têm que morrer politicamente. O ano que vem eles terão a resposta nas urnas. Nós não nos esqueceremos do que aconteceu aqui hoje, nem de quem são os responsáveis por aviltar a nossa previdência”.