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03.05.2019 - 15:28

História dos sindicatos e motivação para as lutas atuais marcam a abertura do curso Ação Sindical Transformadora

A primeira turma, com 40 representantes sindicais, iniciou o curso, na noite desta quinta-feira (02). O primeiro encontro deu mostras da importância da nova formação. Os sindicalistas de base relataram suas experiências nas escolas, entraves para a mobilização da categoria, percepções do cenário atual dos trabalhadores e suas expectativas com o curso

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A primeira turma, com 40 representantes sindicais, iniciou, na noite desta quinta-feira (02), o curso Ação Sindical Transformadora. Em meio a empolgação dos participantes, a secretaria de Formação Sindical apresentou o método de trabalho e iniciou o estudo resgatando a "História e Contextualização do Surgimento dos Sindicatos" e os "Instrumentos Neoliberais" que impactam a classe trabalhadora.

O primeiro encontro deu mostras da importância dessa nova formação. Os sindicalistas de base relataram suas experiências nas escolas, entraves para a mobilização da categoria, percepções do cenário atual dos trabalhadores da educação, e principalmente, suas expectativas com a formação.

“Eu pretendo aprimorar meus conhecimentos, no sentido de entender todo esse cenário de retirada de direitos, aprimorar minha habilidade de diálogo com a categoria. Porque nós, professores, estamos sofrendo nas escolas, com tantos ataques a nossa profissão, e vejo que estamos perdidos, sem ânimo para agir. Como representante sindical, pretendo mostrar para os colegas que há algo a ser feito. Espero conseguir mostrar como o sindicato e a nossa participação são fundamentais para superarmos essa situação”, afirma a professora Roselaine Corrêa de Lima, representante da EM Wilson Taveira Rosalino.

A abertura de todos os encontros serão realizadas pelo arte-educador, ator e diretor de teatro, Fernando Cruz. Os jogos de integração serão desenvolvidos ao longo do curso, como forma de “dinamizar nossos corpos nessas ações coletivas”, explica Fernando.



O artista faz a relação da arte com a atuação política necessária a todos ser humanos. “Nós convivemos no mesmo lugar, mas não com as pessoas desse lugar. Convivemos com nossas necessidades individuais, nesse lugar. Isso é o neoliberalismo precarizando nossa vida, trabalho, relações. Os jogos desenvolvem a nossa percepção sobre a nossa relação e posição no espaço, para aprimorar a integralidade do ser, a partir da superação das travas que nos oprimem, e que nos foram impostas ao longo da vida”, completa.

Nesse primeiro encontro, os palestrantes foram o secretário de formação sindical da ACP, professor Gilvano Kunzler Bronzoni, e o 1º Secretário do sindicato, professor Regerson Franklin dos Santos. Gilvano traçou o paralelo entre as condições que fomentaram o surgimento dos sindicatos, e o atual cenário de retrocessos dos direitos da classe trabalhadora.