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22.03.2019 - 17:06

Grande manifestação: mais de 20 mil trabalhadores tomam as ruas de Campo Grande, em protesto contra a Reforma da Previdência

O primeiro ato contra a reforma, nessa sexta-feira (22), tem participação em massa dos professores e a categoria demonstra força e disposição para lutar em defesa do direito à aposentadoria
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Um grande ato. E é só o começo! Com a garra que sempre marcou os 67 anos de história da ACP, os profissionais da educação pública de Campo Grande saíram das salas de aula e foram às ruas lutar em defesa da aposentadoria.

Mais de 5 mil professores marcharam pelo centro da capital, saindo da ACP e somando suas vozes aos mais de 20 mil trabalhadores de todo o Estado de Mato Grosso do Sul, no Dia Nacional de Mobilização e Luta Contra a Reforma da Previdência. A manifestação foi organizada por todas as centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos e movimentos sociais do país.

Ciente dos graves ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras contidos na PEC 06/2019 – Reforma da Previdência, a categoria se mobilizou, não se intimidou e desempenhou, mais uma vez, seu papel histórico na vanguarda da luta pela classe trabalhadora. Uma demonstração de consciência e resistência que permeia toda a trajetória da ACP e da educação pública de Campo Grande.

“Esse é apenas o primeiro dia, estamos a postos para defender o direito à aposentadoria, de todas as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Nós vamos enfrentar essa Reforma da Previdência e não deixaremos que o governo federal e o Congresso Nacional acabem com a proteção social que nos é garantida na Constituição Federal”, afirma o presidente da ACP, professor Lucílio Nobre.


A caminhada foi uma sonora resposta da classe trabalhadora ao projeto de precarização e retirada de direitos do governo federal. Os trabalhadores tomaram as ruas, ocupando, continuamente, mais de 10 quadras da região central de Campo Grande. Conforme a passeata seguia, uma onda de conscientização se espalhava, brotando do meio da gente de luta. A identificação foi contagiando trabalhadores e trabalhadoras, que ouviam nos gritos de ordem, a realidade de suas vidas.

Uma proposta de Reforma da Previdência que está sendo apresentada como a forma de combater privilégios, na verdade ataca profundamente a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras mais pobres e anistia os mais favorecidos, como militares, políticos e grandes devedores da Previdência. Mudanças na forma de cálculo do benefício reduzem drasticamente os rendimentos de todos os trabalhadores que se aposentarão imediatamente após a aprovação da reforma. A redução no valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) gerará uma massa de idosos miseráveis. As mulheres sofrerão de maneira ainda mais pesada as consequências de medidas como o aumento da idade mínima, aumento do tempo de contribuição, redução dos valores de pensão e alteração na forma de cálculo da aposentadoria.

Nesse cenário, a ACP convocou toda a classe trabalhadora. “Nós estamos hoje, na luta, por todos os trabalhadores e trabalhadoras. Juntem-se a nós na defesa do nosso direito de aposentar, conquistado com muita dificuldade. A luta vale à pena porque sabemos de onde vêm nossas conquistas que querem retirar agora. Só a luta nos garante”, conclama a vice-presidente da ACP, Zélia Aguiar.