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15.05.2019 - 16:07

Em defesa da Educação Pública e da Previdência, professores e estudantes fazem grande ato na Greve Geral da Educação

A manifestação desta quarta-feira (15) foi unificada, com representantes dos movimentos sindicais da Educação Básica e Superior, e estudantes da UFMS, UEMS, IFMS. Sindicatos parceiros e movimentos sociais também apoiaram a Greve Geral Nacional da Educação em Campo Grande
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Estudantes e professores formaram em defesa da Educação Pública. A Greve Geral da Educação reuniu cerca de 10 mil pessoas no entorno do Campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O ato foi unificado, com representantes dos movimentos sindicais da Educação básica e superior (FETEMS, ACP, SIMTED’S, ADUFMS), e estudantes da UFMS, UEMS, IFMS.

O protesto iniciou com concentração às 9h e, ao final da manhã, saiu em passeata pela Av. Costa e Silva, fazendo o contorno sobre o pontilhão da UFMS. Ao longo da manifestação, professores e estudantes bradaram contra os cortes na educação e o desmonte do Estado Brasileiro, por meio da Reforma da Previdência, sucateamento dos serviços públicos em saúde e Assistência Social e a privatização dos bens nacionais.

“Estamos mais uma vez nas ruas, agora unidos com os estudantes, contra o projeto de retirada de direitos, como a Reforma da Previdência que sacrifica, principalmente, as mulheres; contra os cortes nas verbas da Educação, em defesa do Fundeb, do Piso do Magistério. É inadmissível para um país que queira se desenvolver, cortar recursos do que é elementar para o desenvolvimento desse país, como a educação, a pesquisa científica, os direitos dos trabalhadores. Estaremos sempre nas ruas, contra toda a proposta que retire direitos, que corte recursos, sobretudo da educação. Essa é a primeira grande mobilização de muitas outras que estão por vir”, afirmou o presidente da ACP, Lucílio Nobre.


Entre os manifestantes, a indignação carregava uma história de vida, de luta, de trabalho. “Infelizmente o nosso sentimento é perda. As pesquisas que desenvolvemos no programa de pós-graduação em saúde e desenvolvimento, doenças infecciosas e parasitárias são todas voltadas para a comunidade. São pesquisas sobre doença falciforme, HIV/AIDS, sobre cirurgias, transplantes, células tronco. As pessoas precisam enxergar que esse corte de verbas afeta toda uma cadeia produtiva, e quem mais sofre é a população. Nossas pesquisas são usadas para tomada de decisão dos gestores públicos. É um momento muito trágico”, desabafou a professora Andreia Queiroz, doutoranda no programa de pós-graduação em saúde e desenvolvimento, doenças infecciosas e parasitárias da UFMS, e que realiza uma pesquisa sobre doença falciforme.


Os estudantes traziam o sangue novo que a luta tanto precisa. Acreditando que têm o direito à educação e a um futuro digno no mundo do trabalho, os jovens entoaram palavras de ordem, cobraram respeito e apoiaram a luta dos professores. “Educação não é mercadoria. É direito. Nós lutamos contra todo desmonte da Educação Brasileira, da educação infantil ao ensino superior. O governo tenta nos dividir quando disse que ia cortar no Ensino Superior para investir no básico e, no dia seguinte, anuncia corte na educação básica. Isso sim é balburdia!”, afirma a acadêmica de fisioterapia, Pâmela Balta, de 21 anos.

O representante dos estudantes da UEMS ressaltou a importância dos profissionais da educação. “Vocês são nossos mestres e nossa inspiração. Com nossos professores conquistamos conhecimento, crescimento. Hoje estamos juntos na luta contra a retirada de direitos e cortes na educação. Vamos em frente. Se o governo não recuar, a educação vai parar!”

O ato terminou com um abraço coletivo no monumento símbolo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o Paliteiro. A luta segue nas ruas. Em defesa da Educação, contra a Reforma da Previdência, o sucateamento da Educação Pública e toda retirada de direitos do povo brasileiro.