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14.05.2019 - 14:55

Diretoria da ACP participa de Audiência Pública sobre Reforma da Previdência

“Impactos constitucionais, econômicos e sociais da Reforma da Previdência”, foi o tema do debate nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de MS. O presidente da ACP, Lucílio Nobre, representou os educadores de Campo Grande entre as autoridades que formaram a plenária.
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Os profissionais da educação pública participaram da Audiência Pública “Impactos constitucionais, econômicos e sociais da Reforma da Previdência”, na tarde desta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O presidente da ACP, Lucílio Nobre, representou os educadores de Campo Grande entre as autoridades que formaram a plenária.

A ação é uma propositura do deputado estadual Pedro Kemp, em parceria com sindicatos e movimentos sociais de MS. Durante a Audiência Pública, o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, ministrou palestra apresentando as graves consequências da Reforma para a classe trabalhadora brasileira (Assista a palestra na íntegra).

“A Seguridade Social é o mecanismo que garante um mínimo de equilíbrio à terrível desigualdade social brasileira. O desmonte da Previdência vai levar o país a romper o tecido social civilizatório de forma drástica. Mais de 70% de economia do famoso um trilhão da reforma, será retirado do Regime Geral de Previdência Social, onde a média de aposentadoria é de 1.400 reais. O Brasil é um ‘continente’ cheio de desigualdade. Não tem como tratar com igualdade uma sociedade tão desigual. Não tem como negar os prejuízos que mulheres sofrem; as peculiaridades de profissões como professores, eletricitários, rurais”, avalia Gabas.


Carlos Gabas ainda apontou a necessidade de debate sobre a Previdência Social. “O aumento da longevidade é bom. Isso não pode ser usado para acabar com a qualidade de vida da população idosa. Viver nos impõe o desafio da sustentabilidade. A Europa superou a transição demográfica reorganizando a fonte de financiamento da Previdência. Essa relação de dependência com folha de salário é insustentável, precisa haver valor agregado”, orienta o ex-ministro.

Lucílio Nobre relacionou a Reforma da Previdência ao projeto de Estado Mínimo que está em vigor no Brasil. “Não tem como analisar a Reforma da Previdência isolada das demais medidas que estão acabando com o Estado Brasileiro. A PEC do Teto de Gastos, as reformas trabalhista e terceirização, mercantilização e sucateamento da educação, saúde e segurança pública. Estão entregando o Brasil para a iniciativa privada e esfolando a classe trabalhadora ao extremo. Temos que reagir”, pontua Nobre.