Buscar
Youtube Instagram

Notícias

19.02.2018 - 15:57

"ACP Vai à Escola" especial marca dia de mobilização contra a Reforma da Previdência

Uma jornada de palestras, debates e formação nas escolas públicas de Campo Grande aponta as mentiras e verdades sobre o projeto que pretende acabar com o direito à aposentadoria digna aos brasileiros
|
Compartilhe:

A diretoria da ACP promove nesta segunda-feira (19), uma jornada de palestras, debates e formação nas escolas públicas de Campo Grande, por meio do projeto “ACP Vai à Escola”. A atividade faz parte da programação do sindicato para o Dia de Mobilização contra a Reforma da Previdência.

O presidente do sindicato, Lucílio Nobre; a vice-presidente, Zélia Aguiar e o secretário de formação sindical, Gilvano Bronzoni visitaram as escolas públicas da Capital para levar informação e tirar dúvidas dos professores, quanto às reformas do governo Federal, com foco para a Reforma da Previdência, e as lutas da ACP para 2018. No período matutino, a conversa aconteceu com os educadores das escolas municipais CAIC - Rafaela Abrão e João Evangelista Vieira de Almeida. À tarde, a atividade também ocorre na EM Profª Maria Tereza Rodrigues.

“Nós estamos vivendo um momento muito forte de retirada de direitos. É, sim, um verdadeiro golpe na classe trabalhadora do país. Ninguém mais pode negar isso. E nós, professores, não podemos fazer um debate no senso comum. Precisamos ter muita clareza, conhecimento, sermos verdadeiros pesquisadores do contexto social em que estamos inseridos para fazermos o debate de ideias e o enfrentamento a esse projeto de desmonte do Estado e dos direitos sociais que conquistamos com muita luta”, alerta o presidente da ACP, Lucílio Nobre.

A diretoria do sindicato apresentou um breve histórico das lutas contra as reformas apresentadas pelo governo Temer e os impactos dessas medidas no trabalho dos professores e na qualidade da educação pública. “Desde a EC 95 (do Teto de Gastos), passando pela terceirização, reforma trabalhista, do ensino médio e da Previdência (essa última temos segurado na luta), o sindicato sempre se posicionou contrário. Fizemos greves, paralisações, cursos, debates, avisamos sobre as consequências, e ainda seguiremos resistindo”, recorda a vice-presidente, Zélia Aguiar.

“Se hoje nossos direitos estão ameaçados, tudo vem desse projeto de diminuição do Estado que já não cumpre seu papel na garantia dos direitos constitucionais da população. E a escola é peça fundamental na nossa sociedade. Muitas vezes, ela é a única presença do poder público na comunidade. Por isso, temos sofrido tantos ataques”, analisa Lucílio.

Para a professora Eliane Araújo dos Santos, da escola João Evangelista, o encontro com a diretoria da ACP mudou sua observação sobre a atual situação do país. “Hoje, a ACP nos possibilitou ‘abrir os olhos’ para o que o governo está propondo, quais são suas estratégias e, além de tudo, nos mostrar que estamos perdendo nossos direitos adquiridos pela luta dos professores que vieram antes de nós e também com relação aos nossos direitos assegurados na Constituição. Não podemos deixar isso acontecer. Eu me sinto mais consciente do meu papel, de que temos que somar nossos esforços, nos filiarmos e, mais do que isso, participarmos das ações do nosso sindicato”, afirmou a pedagoga.

Refletindo sobre a importância do movimento sindical, professor Gilvano demonstra a força da união da categoria. “Se conseguimos avançar na nossa carreira e, hoje, o professor já não vive a tragédia da falta de pagamento, do salário aviltante de tão baixo, foi graças à luta dos que nos antecederam. Nós temos um grande número de aposentados filiados, e isso acontece porque essas pessoas sabem o quanto o trabalhador pode ser massacrado no Brasil. É importante sabermos que a instituição ACP – sindicato dos professores – é maior do que qualquer interesse pessoal, porque é por meio dessa entidade que fazemos a defesa como trabalhadores, da nossa profissão e de um futuro melhor para nosso país”, concluiu Gilvano.