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09.04.2019 - 11:52

ACP apoia palestra sobre saúde do professor, com mais de 2 mil profissionais da educação

A atividade com o psicólogo Rossandro Klinjey, proposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, contou com a presença de dois mil professores da Rede Municipal. O evento apoiado pela ACP integra as ações do Abril Verde – mês dedicado à conscientização sobre as doenças e acidentes de trabalho
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A diretoria da ACP participou na tarde desta segunda-feira (08), da palestra “Educação é lugar de saúde, não de doença”, com o psicólogo Rossandro Klinjey. A atividade proposta pelo TRT – Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, com o apoio da ACP e Semed, contou com a presença de dois mil profissionais da educação pública municipal. O evento integra as ações do Abril Verde – mês dedicado à conscientização sobre as doenças e acidentes de trabalho.

O Juiz do trabalho e coordenador estadual do Programa Trabalho Seguro, Márcio Alexandre da Silva, falou sobre a difícil realidade que envolve o trabalho de educadores. “Preocupa-nos o adoecimento mental dos professores. Não é à toa que a legislação prevê uma aposentadoria especial para esse grupo. É porque a atividade exige uma atenção em relação à saúde desse trabalhador. Há estudos científicos e nós constatamos no dia a dia do TRT, que o trabalho do professor é muito desgastante. O adoecimento mental é a 3ª causa de afastamento pelo INSS”, pondera o juiz do Trabalho.

O magistrado ainda destacou a importância da parceria com o sindicato, para a realização da atividade em prol da saúde do professor. “Desde o ano passado tínhamos a intenção de fazer esse trabalho. Agora deu certo, muito pelo apoio do sindicato, por meio do professor Lucílio, que nos atendeu e fez a parceria com a Semed. Essa palestra de hoje é para começarmos a discutir de forma mais séria a realidade de adoecimento do professor. Não há uma resposta fechada para isso. É necessário unirmos as forças e buscar todas as frentes para assegurar um ambiente saudável e seguro de trabalho para professores”, afirma Márcio Alexandre.


O presidente da ACP, professor Lucílio Souza Nobre, apresentou os anseios da categoria, e a defesa que o sindicato faz por uma ação efetiva que resguarde a saúde dos profissionais da educação. “Professor não brinca de ficar doente. Nós queremos lecionar. Se tem afastamento, licenças, é porque estamos adoecendo nas salas de aula e necessitamos de ajuda e tratamento. A educação não consegue mais esperar. Nós precisamos urgentemente de uma resposta sobre o que fazer. Precisamos de atitude para combater essa situação. Porque ninguém estudou para ficar doente. Nós estudamos para desenvolver nosso trabalho e promover o conhecimento aos nossos jovens e crianças. Esperamos que essa parceria seja o início de uma ação que, daqui seis meses um ano, nos dê condições de demonstrar, com o esforço coletivo, a diminuição desse adoecimento”, pontuou Nobre.

Lucílio ressaltou ainda a necessidade de continuidade no trabalho conjunto entre as instituições. “Agradecemos a parceria com o TRT e a Semed. O sindicato está de portas abertas, à disposição para o debate e a elaboração conjunta de estratégias em prol da saúde do professor”, conclui o presidente da ACP.

A Secretária Municipal de Educação, professora Elza Fernandes, reconhece a necessidade de se tratar a saúde do professor com atenção. “O adoecimento do profissional da educação é um problema eminente na nossa Rede. É uma preocupação de todos nós, que o professor possa estar bem, dentro da sala de aula. Nós já temos números que demonstram uma diminuição das licenças médicas do ano passado para esse ano, mas ainda estamos realizando estudos, para ter um diagnóstico preciso sobre essa questão da saúde do professor”, afirmou a professora Elza.