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30.07.2018 - 08:42

2018 entra em fase decisiva e a ACP lança reflexões sobre o papel da classe trabalhadora, nesse cenário

Com o retorno das aulas na próxima quarta-feira, os profissionais da educação pública iniciam as atividades do 2º semestre. Nesse retorno, a ACP deseja aos educadores um excelente período de trabalho, convoca a categoria para se manter firme na luta e, nesse sentido, faz algumas ponderações
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Com o retorno das aulas na próxima quarta-feira (01/08), os profissionais da educação pública iniciam as atividades do 2º semestre de 2018. Nesse retorno, a ACP deseja aos educadores um excelente período de trabalho, convoca a categoria para se manter firme na luta e, nesse sentido, faz algumas ponderações.

1 – Classe trabalhadora deve se manter unida na defesa de direitos – O desenrolar da conjuntura nacional já demonstrou que o golpe iniciado em 2016 é contra os trabalhadores do Brasil. O intenso e cruel ataque aos direitos fundamentais da população foi sentido por meio da reforma trabalhista, reforma do Ensino Médio, ampliação da terceirização e Emenda Constitucional 95, que limita por 20 anos, os gastos públicos com educação, saúde, segurança pública e assistência social. A Reforma da Previdência foi apenas adiada. Vivemos a tragédia do desemprego e do sucateamento dos serviços públicos. É fundamental mantermos a luta e ampliarmos a resistência.

2 – Privatizações ameaçam a soberania nacional – Não bastasse elevar o nível de exploração e reduzir as condições básicas de atendimento à população, o atual projeto neoliberal em curso pretende aviltar as riquezas brasileiras, por meio de privatizações. Precisamos defender as empresas públicas do país e garantir nossa segurança social, econômica e ambiental, bem como a nossa soberania. Não podemos aceitar que entreguem ao capital estrangeiro nossas empresas dos setores estratégicos como Petrobrás, Eletrobrás, Caixa econômica, Banco do Brasil, Correios, aviação e outras. Junte-se a nós na campanha “ACP contra as privatizações – O Brasil não está à venda!”.

3 – Contra-Reforma na educação – A ofensiva contra a classe trabalhadora não se consolida sem passar pela educação. Esse projeto de redução de direitos e de crescimento de políticas neoliberais tem desfigurado os poucos avanços que a educação pública conquistou nos últimos anos. A Reforma do Ensino Médio e a configuração da BNCC – Base Nacional Comum Curricular visam transformar a escola pública em ambiente acrítico, onde as crianças e jovens não tenham chance de desenvolver-se integralmente, por meio do conhecimento e da cidadania. Além disso, convivemos com a ameaça do projeto Escola Sem Partido e da mercantilização da educação, vista, portanto, como mercadoria e não como possibilidade, ao estudante, de desenvolvimento humano, formação do pensamento crítico e da construção da autonomia. Precisamos refletir sobre isso! Defender a escola pública é vencer o discurso de ódio e assegurar nosso o maior patrimônio, construído ao longo de décadas de luta, pelos(as) educadores(as).

4 – Resposta nas eleições – Todas essas questões devem estar no centro dos debates a partir do dia 15 de agosto – prazo limite para o registro das candidaturas para as eleições de outubro. Mais do que criticar a política, é urgente que cada cidadão, cada cidadã desse país, se envolva no processo eleitoral. Você, eleitor(a), trabalhador(a), precisa buscar no discurso dos candidatos as respostas aos anseios da categoria e, principalmente, à defesa dos nossos direitos. A classe trabalhadora tem de rejeitar o discurso que promova a política de Estado mínimo, de redução de direitos trabalhistas, de redução de investimentos públicos na educação, e de privatizações! Vale ressaltar que esse projeto já foi rejeitado no início deste século, pelo povo brasileiro. Os trabalhadores e trabalhadoras precisam eleger seus legítimos representantes nos Poderes Executivo e Legislativo. Outros segmentos que reúnem a minoria da população, ligados à elite brasileira, não podem se sobrepor aos interesses da massa trabalhadora, que é maioria e os verdadeiros brasileiros responsáveis pelo desenvolvimento socioeconômico e ambiental do nosso país. Por meio da política que se fortalece e consolida nossa democracia, tão fragilizada nos últimos anos. Portanto, ocupemos esse legítimo espaço de defesa dos interesses da população.

A diretoria da ACP deseja sabedoria, discernimento e união aos trabalhadores(as), nesse último e decisivo período do ano. Pois é dele que advém as nossas conquistas e a manutenção dos nossos direitos, pelos próximos quatro anos. ACP - Desde 1952, nossa luta não para!


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